Como agem os antialérgicos?

Conheça mais sobre os diferentes tipos de medicamentos e suas aplicações.

Saúde e Bem-Estar

Tempo de Leitura: 6m

Em épocas do ano em que as crises alérgicas são mais comuns e alguns sintomas começam a surgir, o primeiro pensamento de grande parte da população é, antes mesmo de consultar um médico, buscar medicamentos que inibam os efeitos destas reações exageradas do sistema imunológico. Estes medicamentos são os famosos antialérgicos, também conhecidos como anti-histamínicos.

No Brasil, uma grande parcela de antialérgicos é vendida sem a necessidade de prescrição médica, mas, mesmo assim, é um medicamento que exige muito cuidado ao ser utilizado.

Segundo Patrícia Moriel, professora livre-docente do curso de Farmácia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNICAMP, um antialérgico (ou anti-histamínico) é um medicamento desenvolvido com a finalidade de inibir a ação da histamina, que é um medidor químico secretado pelo corpo, causando os sintomas de diversos tipos de alergia, principalmente a rinite e a urticária.

Quando se fala em antialérgicos, existe uma divisão em dois grupos, realizada por sua formulação, efeitos e foco da ação. Os anti-histamínicos de primeira geração, ou clássicos, são aqueles que possuem uma fórmula, como o próprio nome já diz, mais antigas. Além deles, existem os de segunda geração, que possuem uma formulação mais atual. Cada um deles possui suas vantagens e desvantagens.

Anti-histamínicos de primeira geração

São classificados como antialérgicos clássicos aqueles medicamentos com sua formulação baseada em substâncias lipofílicas, que são rapidamente absorvidas pelo intestino bloqueando, em poucos minutos, a ação da histamina por todo o corpo, inclusive no cérebro, o que traz alívio rápido aos sintomas da alergia, mas causa alguns efeitos colaterais, como sonolência e fome. Por possuírem absorção rápida, são administrados de três a quatro vezes ao dia. No geral, estes antialérgicos são indicados para pessoas que buscam alívio rápido para os sintomas da alergia ou que possuem dificuldade em descansar devido ao incômodo das crises alérgicas, sendo uma ótima opção para ser administrado à noite.

Anti-histamínicos de segunda geração

São substâncias desenvolvidas nos últimos 25 anos, algumas delas, inclusive, derivadas dos antialérgicos clássicos. Se comparadas às medicações de primeira geração, possuem absorção mais lenta pelo organismo, o que faz com que sejam administradas entre uma e duas vezes ao dia, conforme indicação médica. Além disso, causam menos sedação, com efeitos leves nas habilidades psicomotoras.

É sempre importante ressaltar o papel fundamental de um médico especialista quando se trata da prescrição deste tipo de medicamento. Além dos efeitos colaterais, os anti-histamínicos possuem diversas contraindicações, como é o caso de pessoas com problemas hepáticos ou pessoas que fazem tratamento com antidepressivos.

Referências consultadas:

Criado PR, et al. Histamina, receptores de histamina e anti-histamínicos: novos conceitos. An. Bras. Dermatol. 2010; 85(2): 195-210. Disponível em: . Acesso em: 15 junho, 2020.

Valle S, Emerson F. Anti-histamínicos ou Antialérgicos. 08 agosto, 2017. Disponível em: . Acesso em: 15 junho, 2020.

Camelo-Nunes IC. Novos anti-histamínicos: uma visão crítica. J. Pediatr. (Rio J.). 2006; 82(5 Suppl): S173-S180. Disponível em: . Acesso em: 15 junho, 2020.

-


Conteúdos relacionados


Quem viu este também viu: