Coronavírus: o que as farmácias podem fazer

Documento elaborado pela Abrafarma orienta sobre como as farmácias podem atuar para prevenir e conter a covid-19.

Doenças

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Uma equipe de profissionais liderada por Cassyano Correr, coordenador do Programa de Assistência Avançada da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes Farmácias e Drogarias), elaborou uma série de guias de recomendações para o manejo de clientes e cuidados com times de trabalho em função da pandemia de coronavírus.

A série de guias segue recomendações e diretrizes das entidades de saúde.

Conheça algumas orientações para os farmacêuticos

Responsabilidade em proteger a população e seus funcionários

Quando uma epidemia acontece, a farmácia é o estabelecimento que está na linha de frente e tem uma responsabilidade crucial na proteção à saúde da população.

A farmácia deve estar apta a acolher, identificar, avaliar, orientar e encaminhar os pacientes e ajudar na contenção do novo coronavírus (Sars-CoV-2), causador da doença covid-19.

Prevenção no ambiente de trabalho da farmácia

Como o Sars-CoV-2 pode ser transmitido por meio de gotículas e contato, todas as áreas do ambiente da farmácia e superfícies que possam ter sido contaminadas com o vírus devem ser desinfetadas com álcool 70%, solução de hipoclorito 1% e detergentes contendo cloro ativo.

Roupas de trabalho

Aventais, jalecos, uniformes. Esterilizar duas vezes por semana, substituindo a roupa imediatamente caso haja contaminação no contato com pacientes. A esterilização é feita por lavagem a quente, em temperatura de 75 graus por pelo menos 30 minutos ou 80 graus por pelo menos 10 minutos. Também pode ser feito deixando a roupa de molho em solução de hipoclorito 1%, para roupas brancas, por pelo menos 30 minutos (separar de outras roupas não contaminadas).

Ventilação do ambiente

Forçar a circulação do ar no ambiente da loja, mantendo o ambiente arejado.

Treinamento

Todos os funcionários devem ser treinados para os procedimentos corretos de prevenção, higiene e a rotina de trabalho durante a epidemia.

Funcionários com sintomas

Sintomas sugestivos de infecção respiratória devem ser notificados pelo funcionário imediatamente. Funcionários com sintomas devem ser encaminhados para atendimento médico e mandados para casa, para isolamento.

Funcionários assintomáticos

A saúde dos funcionários sem sintomas deve ser acompanhada diariamente pelo farmacêutico, com monitorização da temperatura e surgimento de sintomas.

Funcionários que tiveram contato com pessoas doentes

Enquanto se mantiverem assintomáticos, podem manter sua rotina normal de trabalho, seguindo as medidas preventivas. Sua temperatura e sintomas devem ser acompanhados diariamente pelo farmacêutico por 14 dias após a exposição.

Trabalho remoto

É recomendado transferir funcionários para trabalho home office, nos casos possíveis, mesmo que estejam assintomáticos.

Vacinação contra gripe

É desejável que todos os funcionários recebam vacinação contra gripe, a fim de prevenir ocorrências de influenza que podem ser confundidas com a covid-19.

Proteção individual dos farmacêuticos e funcionários da loja

Todos os funcionários da farmácia que trabalham no atendimento a clientes devem utilizar máscara cirúrgica descartável durante todo período em que estiverem trabalhando. No atendimento a pacientes com sintomas respiratórios, recomenda-se utilizar também luvas descartáveis.

Prevenção na porta da loja

Cada cliente deve ser orientado a passar álcool gel 70% em ambas as mãos antes de entrar na loja. Em casos extremos, a temperatura de cada cliente deve ser medida utilizando um termômetro infravermelho (sem contato) na porta da loja e cada cliente deve receber uma máscara para ser usada durante todo tempo de permanência em loja. Clientes com temperatura acima de 37°C devem ser encaminhados para atendimento pelo farmacêutico em área isolada da loja.

Vendas de produtos para gripes e resfriados

A gôndola de autoatendimento para antitérmicos e antigripais deve receber atenção especial. As superfícies onde os clientes tocam devem ser desinfectadas frequentemente com álcool líquido 70%. Um funcionário treinado deve abordar clientes comprando antitérmicos e antigripais a fim de identificar presença de sintomas sugestivos (como tosse, espirros, congestão nasal ou falta de ar) encaminhando casos positivos para atendimento pelo farmacêutico.

Fornecer ao cliente medidas de proteção imediata

Se um cliente entrar na farmácia com sintomas respiratórios recomenda-se: sempre oferecer máscara e, na falta desta, lenço de papel descartável. Orientar o cliente que não possua máscara que, ao tossir e espirrar, cubra o rosto com o lenço ou com o próprio cotovelo para evitar a disseminação do vírus. Manter distância de no mínimo um metro ao conversar com o cliente. Solicitar aos demais clientes que mantenham uma distância segura de pelo menos 1 metro.

Medidas após o atendimento

Desinfectar locais e objetos de trabalho após a saída do cliente. Higienizar as mãos.

Saúde mental dos trabalhadores 

Durante episódios de epidemias é comum que profissionais da área da saúde passem por momentos de grande pressão psicológica, tendo em vista que atuam diretamente no trabalho diário combatendo a disseminação da doença. É importante realizar uma boa gestão emocional, estabelecer um bom relacionamento interpessoal e manter uma atitude positiva e otimista sobre a situação.

Os guias da Abrafarma recomendam ainda manter-se informado por fontes confiáveis e seguir as orientações e recomendações do Ministério da Saúde.

Fonte: Associação Brasileira de Redes Farmácias e Drogarias (Abrafarma), https://www.assistenciafarmaceutica.far.br/coronavirus/, acessado em 17/03.

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