Novas Tecnologias ajudam a cuidar da Saúde

Qual será o papel do farmacêutico diante das novas tecnologias de saúde e de um mundo cada vez mais conectado?

Saúde e Bem-Estar

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Novas Tecnologias ajudam a cuidar da Saúde

Qual será o papel do farmacêutico diante das novas tecnologias de saúde e de um mundo cada vez mais conectado? Os especialistas afirmam que o campo de atuação do farmacêutico irá aumentar e que os avanços tecnológicos farão com que esteja cada vez mais próximo do paciente, para acolher, estimular a adesão ao tratamento e o uso correto de medicamentos.

Mais do que isso, as novas tecnologias permitirão ao profissional da farmácia atuar no acompanhamento constante do paciente e na prevenção de doenças.

”O papel do farmacêutico será fortalecido. Com a tecnologia, ele estará conectado com o paciente por meio virtual, mas a interação pessoal também terá grande importância”, afirma Cassyano Correr, coordenador do programa de assistência farmacêutica avançada da Abrafarma.

Então conheça tecnologias que já permitem essa mudança na forma de atuar dos profissionais e outras que ainda virão para modernizar os cuidados com a saúde.

1- Testes de laboratório na farmácia

A modernização da medicina laboratorial permitiu o surgimento dos chamados Point-of-Care Testing, exames rápidos de saúde feitos fora dos laboratórios, usando equipamentos portáteis e algumas gotas de sangue.

Também conhecidos como Testes Laboratoriais Remotos (TLR) ou simplesmente Testes Rápidos (TR), eles geram resultados em poucos minutos e auxiliam no acompanhamento de portadores de doenças crônicas.

De fácil utilização, os equipamentos devem ser operados por um profissional treinado e legalmente habilitado. Na Europa e nos Estados Unidos, os testes rápidos já são um serviço comum nas farmácias.

2- Alertas, chats e chatbots

A dificuldade que muitas pessoas têm para se organizar, quando tomam vários medicamentos, certamente é uma das maiores causas da chamada não adesão ao tratamento.

Tecnologias simples, como o envio de alertas pela farmácia para o celular do paciente, lembrando horários ou informando que a medicação está acabando, podem mudar esse quadro.

Sistemas informatizados vão permitir também que o paciente fale por chat com o farmacêutico, para tirar dúvidas, e ainda interaja com chatbots, programas de computador que usam Inteligência Artificial para simular conversas e responder perguntas.

3- Controle do diabetes

Para diabéticos, assegurar que os níveis de glicose no sangue estejam sempre adequados é um desafio e tanto. Mas hoje eles já contam com uma bomba de infusão de insulina portátil e computadorizada.

Do tamanho de um celular, o aparelho suspende automaticamente a infusão de insulina ao prever uma hipoglicemia. Além disso, ele também é capaz de reiniciar a administração do medicamento, quando a taxa de glicose volta a atingir um nível seguro.

A bomba libera insulina através de um pequeno tubo acoplado a uma cânula inserida sob a pele do paciente.

Lentes de contato que medem os níveis de glicose em diabéticos estão em fase de testes. Um minúsculo sensor de glicose e um chip ficarão entre as duas camadas da lente e fazem a leitura pelas lágrimas.

4- Sensores conectados à internet

A Internet das Coisas vai permitir que uma série de objetos, como roupas, anéis, mochilas, pulseiras e relógios, conectados à internet, sejam capazes de captar e transmitir informações vitais, usando sensores e chips.

Assim, idosos poderão ser monitorados por sensores colocados no corpo e na casa, por exemplo. Esses sensores conseguirão identificar e emitir alertas quando detectam uma atividade anormal, como poucas horas de sono ou uma queda, e avisam cuidadores, familiares e até serviços de emergência.

5- Wearables e Inteligência Artificial

Dispositivos usados no corpo, os chamados wearables, vão coletar cada vez mais informações de saúde de forma automática. Roupas, relógios e calçados com chips vão monitorar sinais vitais, atividade física, pressão sanguínea, glicemia e tempo de sono, por exemplo.

Esses dados serão enviados para smartphones e, por meio de algoritmos de Inteligência Artificial, o paciente terá um panorama constante de sua saúde.

Poderá também interagir com assistentes virtuais, como a Alexa, da Amazon, ou a Siri, da Apple, para receber dicas personalizadas sobre sua saúde.

Assim, uma pessoa hipertensa poderá usar um dispositivo para colher e armazenar dados sobre sua pressão sanguínea e frequência cardíaca. E depois compartilhar esses dados, em tempo real, por um aplicativo, com seu médico ou com o farmacêutico.

Não são poucas as novidades que vêm por aí. Como resultado o avanço tecnológico permitirá que o farmacêutico esteja mais próximo das pessoas, gerando um atendimento personalizado.

Fonte

  • Cassyano Correr (CRF/PR 11.516)
  • American Diabetes Association

Qual será o papel do farmacêutico diante das novas tecnologias de saúde e de um mundo cada vez mais conectado? Os especialistas afirmam que o campo de atuação do farmacêutico irá aumentar e que os avanços tecnológicos farão com que estejam cada vez mais próximos do paciente, para acolher, estimular a adesão ao tratamento e o uso correto de medicamentos.


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