Você conhece tudo sobre alergias?

Um panorama geral sobre as reações do corpo humano.

Saúde e Bem-Estar

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Caracterizada pela reação exagerada das defesas do organismo contra agentes que, em tese, deveriam ser inofensivos, como os ácaros presentes na poeira, por exemplo, as alergias atingem aproximadamente 30% da população brasileira, segundo a Organização Mundial da Saúde.

As manifestações alérgicas são diversas, podendo se manifestar de forma cutânea, com o surgimento de áreas vermelhas e inchaços que causem ardência e coceira na pele, pelas vias respiratórias, como a rinite alérgica, que atinge cerca de 25% da população mundial, segundo dados apresentados pela OMS.

As causas para cada tipo de alergia podem variar para cada indivíduo, mas as mais comuns são:

- Desencadeadas pelo contato das vias aéreas com alérgenos do ambiente, como ácaros, mofo, pólen e fumaça, que causam as alergias respiratórias, como a rinite alérgica.

- Desencadeadas tanto pelo contato do tecido cutâneo, com algum tipo de alérgeno presente em plantas, cosméticos, tecidos e insetos, como pela ingestão de substâncias presentes em alguns medicamentos ou alimentos, que causam as alergias cutâneas, como as urticárias e as dermatites de contato.

Embora a maioria das alergias apresente sintomas que podem sumir em alguns dias, algumas manifestações podem se agravar, causando falta de ar, queda de pressão e arritmia cardíaca. Tais casos são chamados de reações anafiláticas, causadas principalmente por substâncias presentes em alguns medicamentos, picadas de insetos e ingestão de alimentos.  Se não for tratada em poucos instantes, essa reação pode levar à morte.

Segundo a alergista Dra. Maria Claudia Schulz (CRM: 19661 SC RQE Nº: 11978), existem cuidados que podem ser tomados para evitar crises alérgicas recorrentes. Segundo a médica, realizar um controle ambiental adequado é fundamental na prevenção contra crises alérgicas. Cuidados, como manter o ambiente higienizado e sem ácaros, são essenciais, além de ter um cuidado especial com o sistema imunológico.

De acordo com a doutora, os tratamentos das alergias em geral são realizados com medicamentos, como anti-histamínicos para casos simples, e corticoides, prescritos por médicos, para tratamento de crises agudas. É importante, também, realizar avaliações periódicas para avaliar a necessidade de imunoterapia para a prevenção de crises alérgicas.

Mitos e verdades

Quando se trata de alergias, existem muitas informações transmitidas pela famosa “sabedoria popular”. Mas nem tudo é inteiramente correto ou errado. Abaixo, seguem alguns mitos e verdades transmitidos ao longo do tempo.

Ar condicionado faz mal para alergias respiratórias: mito. A relação criada entre o ar condicionado e as alergias respiratórias existe por conta da falta de manutenção dos equipamentos, que muitas vezes acumulam grandes quantidades de poeira e ácaros, que são emitidos no ar no momento em que o aparelho é acionado.

Alergias são sempre hereditárias: mito. Apesar da probabilidade de transmissão hereditária de alergias, essa é apenas uma probabilidade, e não uma regra. Quando apenas um dos progenitores é alérgico, a chance de transmissão é de 50%, e, no caso de ambos possuírem a alergia, a probabilidade aumenta para, aproximadamente, 70%.

Alergias podem surgir em qualquer idade: verdade. Apesar de ser mais comuns de surgirem em bebês e em pessoas na faixa dos 20 anos, o surgimento de uma alergia pode ocorrer em qualquer idade.

Antialérgicos dão sono: mito. Apenas anti-histamínicos de primeira geração causam sonolência, mas possuem absorção rápida, reduzindo os sintomas da alergia em poucos minutos. As novas formulações possuem um efeito sedativo quase nulo, mas, em contrapartida, demoram muito mais para fazer efeito.

Referências consultadas:

Associação Brasileira de Alergia e Imunologia-ASBAI. Alergia Alimentar. 6 julho, 2009. Disponível em: . Acesso em: 4 junho, 2020.

Associação Brasileira de Alergia e Imunologia-ASBAI. Alergia a medicamentos: cresce tratamento de dessensibilização para diferentes tipos de remédios. 4 outubro, 2018. Disponível em: . Acesso em: 4 junho, 2020.

Associação Brasileira de Alergia e Imunologia-ASBAI. Rinite alérgica pode começar na infância. 12 junho, 2018. Disponível em:. Acesso em: 4 junho, 2020.

Associação Médica Brasileira. É “só alergia”. 7 maio, 2015. Disponível em: . Acesso em: 4 junho, 2020.

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